Debate Franco
Debate Franco – Rafael Tomyama 26/02/2019

Debate Franco – Rafael Tomyama

É ambientalista e filiado ao PT desde 1993. jornalista e especialista em Gestão Pública Participativa. Já atuou como assessor parlamentar e gestor público em Fortaleza. Atualmente faz parte do DM PT Fortaleza

Por que estamos vivendo dias de tanto calor em Fortaleza?

Não só Fortaleza atravessa dias de onda de calor. É um fenômeno global que diz respeito às mudanças climáticas. Isso implica não só em altas temperaturas, como a ocorrência de fenômenos extremos, como a tempestade que provocou a inundação da periferia da cidade no final de semana.

Mas, se o fenômeno é mundial, o que poder público local pode fazer?

Certamente as questões locais estão relacionadas com isso. Tanto é que as COPs (Conferências das Partes, da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU) entendem as cidades como espaço-chaves para preservação da biodiversidade e reversão (ainda) do aquecimento planetário.

A prefeitura deve (ou deveria) atuar não só do ponto de vista objetivo, com a desobstrução dos rios e canais, com a fiscalização para evitar o aterramento de lagoas e áreas úmidas e ocupações de áreas verdes ou de espraiamento das águas, mas especialmente via planejamento sócio-ambiental e controle da expansão da malha urbana.

Como assim?

A atuação no planejamento da cidade pode induzir um adensamento sustentável. O problema é que a atual gestão na prefeitura de Fortaleza, por meio da sua Secretaria de Meio Ambiente, é alinhada com os interesses da indústria da construção civil e o capital imobiliário.

Recentemente, por exemplo, na revisão da legislação urbanística, a bancada situacionista de vereadores na Câmara, com o aval do Executivo, anistiou todas as irregularidades existentes no uso e ocupação do solo. Quando o órgão público abre mão de suas prerrogativas, há um descalabro ambiental. Daí as consequências vem para a população, que sofre com o calorão ou inundações.

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